A contribuição dos bancos de desenvolvimento na agenda climática

3

Dois eventos distintos, mas complementares, mostraram que o setor empresarial brasileiro tem se movimentado com vigor para enfrentar a mudança climática a fim de reverter a situação e se destacar como uma das maiores economias de baixo carbono.

“A relevância do setor empresarial no fortalecimento das ações climáticas globais”, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), reuniu representantes de empresas, consultorias e de instituições voltadas para o enfrentamento das mudanças climáticas. A Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por sua vez, reuniram instituições financeiras e bancos de desenvolvimento no painel “Fazendo finanças funcionarem para o financiamento climático na Amazônia: o papel dos bancos de desenvolvimento”.

Em ambos os eventos foram abordadas ações de empresas no enfrentamento da crise climática, e como os bancos de desenvolvimento podem auxiliar nesse processo, uma vez que os investimentos para recuperar a saúde do planeta possuem custo elevado.

Um dos consensos foi de que, quando se fala da restauração de florestas, por exemplo, o impacto direto é a captura de carbono. Porém, a restauração acaba com a degradação do solo, que armazena mais nutrientes e cria áreas mais saudáveis para cultivo e contribui para a limpeza das águas.

“Atualmente, para prover recursos para todas as pessoas é necessário utilizar 70% a mais de recursos naturais, o equivalente a quase dois planetas. Medidas no setor privado têm a capacidade de mudar o panorama de forma mais acelerada, conseguindo prover produtos, serviços e encontrando soluções que mitiguem os impactos negativos”, explicou o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni.

Solução com os biocombustíveis
Outra medida que está sendo tomada para gerar a economia verde e contribuir com a mitigação de redução de emissões de gases de efeito estufa é o desenvolvimento de biocombustíveis, em substituição aos combustíveis fósseis. De acordo com o CEO da BSBIOS Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil S/A, Erasmo Carlos Battistella, o etanol e o biodiesel já eliminaram 83 milhões de toneladas de gás carbônico da atmosfera.

“O próximo passo é o lançamento diesel verde, que substituirá completamente o diesel, e o querosene verde, para contribuir com a redução das emissões do setor da aviação”, falou.

Para Marina Grossi, presidente do CEBDS, não há dúvida de que o Brasil tem a capacidade de se tornar uma grande potência na economia verde.

“Para sair da pandemia com um pé já na economia verde, o esforço do país para a próxima década deve se focar na regeneração da Amazônia, por intermédio de um esforço conjunto para colocar a economia brasileira no centro dessa nova realidade. E para alcançar essa meta, é preciso que o Brasil saia da posição de mitigação e compensação para criar empregos e PIB verdes”, afirmou.

Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Receba nossa Newsletters