Soluções para aliar tecnologia e natureza

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“A Race To Zero não é uma corrida para zerar as emissões, mas para zerar os graus Celsius.” Foi com essa afirmação que o Presidente da Suzano, Walter Schalka, iniciou sua participação no painel Marrakech Partnership Future Lab: Reimagining Carbon Removals, que integrou a agenda da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Clima (UNFCC) para a COP26 e reuniu líderes do segmento empresarial e de instituições ligadas à redução de carbono.

A moderadora do evento, Delia Meth-Cohn, cofundadora da Rethinking Removals, abriu a rodada de debates questionando os participantes sobre como é possível ter um setor industrial que opere para ajudar o clima, removendo o carbono da atmosfera. Nili Gilbert, membro do conselho da Rockefeller Foundation, respondeu que uma das melhores iniciativas é aumentar os investimentos em projetos no Hemisfério Sul, para que este se transforme em um amplo eixo de remoção, a partir das práticas implementadas para manter a temperatura do planeta em até 1,5 °C.

Para Julio Friedmann, pesquisador sênior da Universidade de Colúmbia, as soluções para remover grandes quantidades de carbono devem utilizar tanto a tecnologia quanto as soluções baseadas na natureza, sem ter que optar por uma ou por outra, sempre mantendo o foco no controle da elevação da temperatura média global.

Energias renováveis

Walter Schalka afirmou que é preciso trabalhar nas soluções que transformarão o futuro, que é preciso tecnologia para mudar o uso da energia elétrica para as energias solar e eólica, assim como é preciso investir no reflorestamento e na regeneração de terras degradadas.

James Mwangi, fundador da Climate Action Platform – Africa, ressaltou a importância do enfrentamento climático com base na tecnologia para manter a infraestrutura natural da África. “Essa é uma luta de todos, que vai durar muitos anos. Precisamos da tecnologia para descarbonizar o planeta, gerar empregos e fazer com que os polos da natureza permaneçam como polos da natureza”, afirmou.

Questionado sobre o investimento necessário e o fundo que os países desenvolvidos se comprometeram a criar para ajudar países em desenvolvimento, uma das questões que estão sendo debatidas na COP26, Schalka foi categórico em dizer que o valor do investimento é possível.

“O mercado vai beneficiar muitas economias até que o custo do carbono chegue a zero, pois já não teremos mais carbono para emitir”, acrescentou, citando que durante a pandemia alguns países chegaram a investir em suas respectivas populações, por meio de subsídios, até US$ 73 milhões. “E agora se discute se será possível investir US$ 200 bilhões ao ano para salvar o mundo? Claro que é possível criar o fundo com a colaboração de diversos países. Nós temos que fazer isso e vamos fazer agora”.

Na mesma linha de pensamento, Leo Prieto, CEO da Lemu, disse estar otimista com o progresso de diferentes soluções apresentadas pelas empresas. “Eu sei que é difícil enxergar agora, mas estamos vivenciando uma nova revolução industrial e o futuro será incrível”, declarou.

Lançada pela Suzano, a iniciativa 2050 Agora busca engajar outras empresas no enfrentamento climático, por meio de diversas frentes de atuação, para mostrar que em 2050 já será tarde demais para reverter o quadro e que as metas precisam ser de curto prazo.

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