Suzano assina carta aberta em defesa da biodiversidade

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Em uma carta aberta, os CEOs da Suzano, Unilever, H&M, Natura & CO., Yara e outras sete empresas pediram a governos que tomem medidas significativas e conjuntas para a preservação da natureza. O objetivo é claro: evitar um colapso na biodiversidade do planeta e a extinção de matérias-primas que são a base dessas empresas e, portanto, movimentam a economia.

Na carta, a coalizão Business for Nature disse que as metas contidas no esboço do Quadro de Biodiversidade Global Pós-2020 – um acordo parisiense da ONU para a natureza – não vão longe o suficiente para deter a destruição que vemos hoje. O documento propõe a eliminação da poluição pelo plástico, redução do uso de pesticidas em dois terços e a redução pela metade da taxa de introdução de espécies invasoras.

As empresas pedem no documento que os governos adotem políticas para reverter as perdas naturais até 2030. O documento assinado pelos CEOs, afirma que a conferência sobre biodiversidade, COP15, é a melhor chance para reverter a perda dos ecossistemas naturais.

De acordo com os executivos, a manutenção do meio ambiente é imprescindível para o êxito do Acordo de Paris, no qual países se comprometeram a tomar ações para manter a temperatura da Terra em até 1,5ºC.

Entretanto, é preciso olhar além e enxergar que, embora seja fundamental para combater as mudanças climáticas, a natureza representa mais do que simplesmente uma solução climática.

De acordo com um relatório da Swiss Re de 2020, mais da metade do PIB anual mundial depende de uma biodiversidade de alto funcionamento, e que um quinto dos países do mundo correm o risco de colapso de seus ecossistemas. Esses dados fizeram com que os empresários reivindicassem a governos a eliminação de todos os subsídios ambientalmente prejudiciais, a fim de incorporar o valor econômico da natureza na tomada de decisões.

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