Cumprimento de metas depende de ações nesta década

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A representante do Brasil na Climate Champions da COP26, Daniela Lerario, alertou nesta quinta-feira (21) que o cumprimento da meta de aumento médio 1,5ºC da temperatura no planeta, proposto pelo Acordo de Paris, depende de ações nesta década. Lerario foi uma das participantes do evento “COP26 em pauta: o que é notícia”, realizado pela Suzano para jornalistas.

O evento teve como objetivo debater os temas que deverão receber destaque na imprensa durante a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), que acontecerá em Glasgow.

A representante brasileira na Climate Champions explicou que 2021 é um ano decisivo para a agenda climática, em virtude das projeções divulgadas no mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O documento demonstra o planeta provavelmente atingirá ou excederá 1,5 °C de aquecimento nas próximas duas décadas – mais cedo do que em avaliações anteriores.

“Limitar o aquecimento a este nível e evitar os impactos climáticos mais severos depende de ações nesta década. Por essa razão, a COP26 trabalha com quatro pilares: mitigação, redução, finanças e engajamento multilateral”, explicou. “A importância do Acordo de Paris, assinado em 2015, durante a COP21, e o comprometimento individual de cada país através das NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada), foi essencial para o início da transição de uma economia ‘suja’ para uma economia limpa e verde”, afirmou.

Campeões pelo clima

Daniela Lerario também aproveitou para falar da campanha Corrida para o Zero (“Race to Zero”) pelos Campeões do Clima do Reino Unido e do Chile, Nigel Topping e Gonzalo Muñoz, respectivamente.

O High-Level Climate Champions, da qual Daniela é representante pelo Brasil, é uma campanha da United Nations Climate Change, que quer trazer líderes de diversos segmentos para se juntarem à maior coalizão de líderes comprometidos com um objetivo: zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. A iniciativa reúne países, cidades, empresas, investidores, academia e sociedade civil como um todo.

“Em pouco mais de um ano, a Race to Zero se tornou o padrão de ouro dos compromissos assumidos para redução das emissões de carbono. A campanha traz a coalizão de todas as áreas de forma clara e justa, em linha com o Acordo de Paris e com os planos objetivos e transparentes de curto prazo”, explicou.

Durante a pandemia da Covid-19, a campanha cresceu 190% em todos os tipos de atores. Atualmente, já são mais de 6.300 membros, em 110 países.

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