Análise: Solução para o ambiental e para o social

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Nature Based Solutions, ou Soluções Baseadas na Natureza (SbN), é uma expressão cunhada por uma das maiores organizações internacionais dedicadas à conservação dos recursos naturais, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

De modo geral, representam uma forma de incentivar empresas e cidadãos a pensarem sobre seus impactos ambientais, quais os custos envolvidos em seus lucros e quais os métodos de produção utilizados pelos produtores dos itens que são consumidos.

O conceito se apresenta como uma alternativa sustentável, inspirada na natureza, para enfrentar os desafios climáticos urgentes.

 

Conheça os 8 princípios das Soluções Baseadas na Natureza:

1. Adoção de normas e princípios de conservação da natureza;

2. Implementada isolada ou de forma integrada com outras soluções para desafios sociais (por exemplo: soluções tecnológicas e de engenharia);

3. Determinadas por contextos naturais e culturais específicos do local, que incluem conhecimentos tradicionais, locais e científicos;

4. Benefícios para a sociedade de forma justa e equitativa, de forma a promover a transparência e a ampla participação;

5. Manutenção da diversidade biológica e cultural e da capacidade dos ecossistemas de evoluir ao longo do tempo;

6. Aplicadas em escala;

7. Reconhecer e abordar as compensações entre a produção de alguns benefícios econômicos imediatos e o desenvolvimento de soluções para a produção de toda a gama de serviços ecossistêmicos; e

8. Integram o desenho geral de políticas e medidas ou ações para enfrentar um desafio específico.

Soluções Baseadas na Natureza em debate

Evento realizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), no final de setembro, tratou das Soluções Baseadas na Natureza com base em impactos para a biodiversidade e para as pessoas.

No setor de florestas, os bons exemplos vêm de iniciativas que resultam em redução de desmatamento e reflorestamento nativo, além de melhoria da qualidade de vida nas comunidades locais. No segmento de urbanização planejada, soluções como reutilização de água de chuva e criação de áreas verdes, por exemplo, também representam boas práticas.

Em um painel realizado na última edição da Climate Week em Nova York, em setembro, Coalizão Brasil, Uma Concertação pela Amazônia e TFA debateram sobre redes pelo clima: iniciativas da sociedade civil e do setor privado na agenda da sustentabilidade.

Com foco na Amazônia, especialistas ressaltaram a importância de líderes conscientes e engajados(as) na formação de uma aliança entre setores público e privado, com participação da sociedade civil. Essa aliança teria como finalidade englobar todos os pontos de discussão sobre biodiversidade, obras públicas para estruturação de cidades, financiamento e impactos positivos para as comunidades, independentemente da ação do Governo.

Com altas expectativas para a COP26 e o consenso de um mercado regulado de carbono, é preciso estar atento aos desdobramentos e possibilidades que permitirão ações no Brasil. De ganhos econômicos à melhora da qualidade de vida e conservação ambiental, a solução pode estar exatamente em nossas riquezas naturais.

Fonte: IUCN

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